miércoles, 14 de octubre de 2015

titulo Hospitalidade

Hospitalidade não significa mudar as pessoas, e, sim, ofere-
cer-lhe o espaço necessário para que as transformações pos-
sam ocorrer. Não implica trazer homens e mulheres para o
"seu lado", mas em conceder-lhes liberdade, sem estabecer
linhas divisórias. Não é encostar o próximo no canto da pa-
rede, onde ele não tenha qualquer alternativa de ação, mas
abrir um amplo espectro de opções e de compromissos. Não
envolve intimidação intelectual, com bons livros, histórias e
obras, mas a liberação dos corações que estavam cheios de
medo, para que as palavras possamcriar raízes e produzir
muitos frutos... O paradoxo da hospitalidade é que seu obje-
tivo é criar um vazio, onde o pelegrino possa penetrar e se
descobrir como um ser criado livre. Livre para cantar suas
próprias músicas, falar sua língua, dançar sua danças, Livre
até mesmo para viver de acordo com as suas próprias voca-
çõe4s. A hospitalidade não é um convite sutil ao hóspede para
que adote o estilo de vida de seu anfitrião, mas é a concessão,
ao hóspede, de encontrar se próprio estilo de vida...
    Para trnsformar a hostilidade em hospitalidade, é neces-
sário a criação de um espaço vazio, onde podemos demons-
trar interesse por nossos semelhantes e convidá-los a um
relacionamento diferente dos que já mantinham. Essa trans-
formação acontece no interior da pessoa, e não há como
conduzi-la. Precisa acontecer espontaneamente. Não é pos-
sivel forçar o crescimento de uma planta. Só se pode ajudar
retirando as ervas daninhas e pedras que venham a impedir
o desenvolvimento. Da mesma forma, com o ser humano,
não é possível forçar a mudaça pessoal e íntima de alguêm.
O máximo que podemos fazer é oferecer-lhe o espaço onde
a transformação possa ocorrer.






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