domingo, 8 de noviembre de 2015

Meditando

O ódio é tão absorvente, irracional e, de sua forma
particular, satisfatório quanto o amor. Assim como
os apaixonados se alegram na presença do ser ama-
do, os que odeiam se entusiasmam nos encontros
com o objeto de seu ódio, que ratifica seus sentimen-
tos e todas as suas suspeitas mais tenebrosas. Os en-
contros reavivam o fogo das animosidades mais ar-
dentes. A antecipação deles faz com que o coração
que odeia dispare. A lembrança deles pode ser tão
doce como o amor recente.
      Talvez a maior diferença entre odiar e amar seja
que, conquanto amar alguém implique satisfação e en-
riquecimento, odiar leva à diminuição e à sequidão.
Os apaixonados, ao se perderem em seu amor, encon-
tram a si mesmos, transformam-se seles mesmos. Os
que odeiam, simplesmente, perdem a eles mesmos.
Esta é a paixão realmente consumidora.
                                                            ( Frederick Buechner )

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